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  • Foto do escritorJulia Marques

Greve dos Atores de Hollywood continua sem perspectiva de solução.

A greve dos membros do Sindicato dos Atores (SAG-AFTRA), que já se estende por mais de 92 dias, parece estar longe de uma resolução. As negociações entre o sindicato e os estúdios, representados pela Alliance of Motion Picture and Television Producers (AMPTP), foram suspensas após uma reunião na última quarta-feira (11).


O SAG-AFTRA acusou os estúdios de utilizar "táticas de intimidação" e afirmou que eles abandonaram as negociações sem considerar a última oferta apresentada pelo sindicato. "É com profunda decepção que relatamos que os CEOs da indústria se retiraram da mesa de negociações após se recusarem a contra-argumentar nossa última oferta", declarou o sindicato.


A principal divergência reside na proposta do sindicato de compartilhar a receita de streaming, estimada em U$800 milhões por ano pela AMPTP. O SAG-AFTRA argumenta que essa cifra foi inflada em 60% e que sua proposta representaria um custo de apenas 57 centavos por assinante anualmente para as plataformas.


A AMPTP afirmou que a diferença entre as partes é muito grande e que as conversas não estão levando a uma direção produtiva. A paralisação da categoria se aproxima da duração da greve de 1980, que durou 95 dias.


Entende-se que os atores estão buscando novas regras sobre o pagamento de residuais e proteções contra o uso de inteligência artificial na produção de filmes e séries. A última greve dos atores de Hollywood ocorreu em 1980. Esta paralisação não só impacta as filmagens de muitos projetos, como também impede a participação dos atores em eventos de imprensa para filmes já finalizados.


O SAG-AFTRA representa cerca de 160 mil atores, cantores, jornalistas e outros profissionais da indústria do entretenimento. A última greve que envolveu ambos os sindicatos, de atores e roteiristas, ocorreu em 1960.

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