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  • Foto do escritorJulia Marques

Inteligência Artificial transforma a produção cinematográfica: Gareth Edwards inova em "Resistência"


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Em uma ousada jogada no mundo do cinema, o diretor Gareth Edwards, conhecido por filmes como "Godzilla" e "Rogue One: Uma História Star Wars", adotou uma abordagem inovadora em sua mais recente produção, "Resistência". Ao invés de recorrer às técnicas tradicionais de captura de performance, Edwards apostou na inteligência artificial (IA) para criar cenas marcantes, redefinindo a maneira como a indústria cinematográfica lida com efeitos visuais e produção.


Tradicionalmente, a captura de performance envolve o uso de sensores em trajes especiais para rastrear os movimentos dos atores e transformá-los em personagens de computação gráfica. No entanto, Edwards optou por um caminho menos convencional. Em colaboração com a empresa Industrial Magic, ele explorou o potencial da inteligência artificial e aprendizado de máquina na fase de pós-produção. O resultado foi surpreendente: pessoas reais foram filmadas em ação, e a IA automaticamente converteu seus movimentos em movimentos de robôs, economizando tempo e recursos significativos.


Ao abraçar essa inovação, Edwards enfrentou desafios únicos. Ele relata que, embora a IA tenha levado o processo a meio caminho, ainda exigiu um esforço considerável dos artistas para aprimorar o resultado final. Essa abordagem, no entanto, abre portas para uma nova era na produção cinematográfica, onde a combinação de criatividade humana e tecnologia de ponta pode resultar em experiências visuais ainda mais impactantes.


Ao refletir sobre o impacto da IA na sociedade, Gareth Edwards acredita que, apesar dos desafios e dilemas éticos que ela apresenta, é inevitável que a inteligência artificial desempenhe um papel fundamental em nossas vidas. Ele compara o avanço da IA à aceitação dos carros, que, apesar de causarem um número significativo de acidentes, trouxeram benefícios inegáveis à sociedade. Assim, Edwards vê a IA como uma força que não retrocederá, mas que requer uma abordagem cautelosa e responsável.


A utilização da inteligência artificial na produção de "Resistência" não apenas representa um marco na carreira de Gareth Edwards, mas também sinaliza um novo capítulo na indústria cinematográfica. A combinação da criatividade humana com a potência da IA promete redefinir a forma como experiências visuais são concebidas e apresentadas ao público. Com essa inovação, Edwards não apenas contou uma história cativante, mas também deixou uma marca duradoura na interseção entre arte e tecnologia.




 

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